ARTIGO

Segredinhos de RH | Bastidores corporativos

Chefe tóxico tem nome.
E não é “exigente”. É postura.

A que mais vejo nos bastidores não é o grito.
É a incoerência estratégica usada como forma de intimidação.

Um exemplo comum (e real, vivido por alguém 👀):

Você entra numa reunião com:
• apresentação alinhada
• discurso combinado
• estratégia validada antes

E, na hora H, o “chefe” faz o oposto.
Muda o discurso. Se alia a outro líder (quase sempre homem).
Te deixa exposta. Sozinha. Pequena.

Em algum momento, vem a frase “sofisticada”:

“Eu sei que você tem massa cinzenta.”

Não é elogio.
É aviso disfarçado.
Pode ser visto como “assédio moral”.

Esse tipo de postura raramente aparece no organograma.
Mas aparece no corpo de quem começa a ter insônia, ansiedade antes de reuniões
e a sensação constante de estar “pisando em ovos”.

Outros comportamentos clássicos de liderança/chefe tóxico:
• desautorizar em público
• alinhar no 1:1 e desalinhar no coletivo
• usar ironia como ferramenta de poder
• jogar pessoas umas contra as outras
• chamar de “emocional” quem questiona incoerência

O efeito disso?
Gente boa adoecendo.
Profissionais competentes duvidando de si.
Talentos se calando para sobreviver.

Isso não é fraqueza individual.
É ambiente mal gerido.

Nos bastidores de RH, a gente vê.
E quando dá, tenta proteger.

Por isso falo tanto em antecipação:
ler o jogo, entender o padrão, se preparar emocional e estrategicamente para não adoecer, e para saber como lidar quando isso acontece.

Se isso tocou em algo que você vive ou já viveu, minha caixa de mensagens está aberta.
Conversas assim não deveriam ser solitárias.

Às vezes, o cuidado começa por dar nome ao que dói.

Lu
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